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  • FREDERICO D'AVILA

NOTA DE REPÚDIO À NOTA PUBLICADA PELA ''FRENTE PARLAMENTAR MISTA PELOS DIREITOS DO POVO PALESTINO''



''Se os palestinos baixarem as armas, haverá paz. Se os israelenses baixarem as armas, não haverá mais Israel.'' — Golda Meir (1921 - 1978), Primeira-Ministra de Israel


Embora seja costume da esquerda brasileira destilar o seu ódio a Israel, as manifestações de antissemitismo nunca podem passar impunes. Não houve ''ato de guerra'' por parte de Israel, como inventou a nota publicada pela supracitada Frente Parlamentar. Houve medidas de autodefesa, em resposta aos quase 4 mil foguetes lançados contra seu território a partir da Faixa de Gaza, logo após as celebrações judaicas do Dia de Jerusalém (Yom Yerushalayim).


Na miscelânea de ficções vituperadas pela Nota, salta aos olhos o descaramento em caracterizar a única nação democrática do Oriente Médio como um ''apartheid''. Israel garante direitos iguais para seus cidadãos desde a promulgação da sua Constituição, em 1948. Cerca de 20% do país é formado por árabes-israelenses, e vários deles são juízes, políticos e generais.


Tampouco ocorre uma ''ocupação colonialista'' de Israel na Palestina. Tanto não ocorre, que os terroristas conseguem manter um gigantesco aparato militar apontado contra a nação israelense. Quem ''ocupa'' a Palestina e escraviza o seu povo é a facção terrorista Hamas.


No repulsivo afã de passar a mão na cabeça dos terroristas, os parlamentares signatários da ''Nota'' entram em conflito com o próprio Hamas, que expõe, logo no início do seu estatuto de 1988, que ''Israel existirá até que seja obliterada pelo Islã''. Como é sabido, inclusive para os membros desta Frente Parlamentar, os representantes do Hamas constantemente reverberam que o objetivo da facção é ''exterminar os judeus''. Também não deve escapar à memória dos integrantes da Frente a brutalidade desenfreada expressa em todos esses pronunciamentos do Hamas.


Como tantas outras facções jihadistas, o Hamas possui como uma de suas maiores influências o ditador Gamal Abdel Nasser, que perseguiu, expulsou e massacrou judeus durante seu regime de terror no Egito, entre as décadas de 1950 e 1970. Foi ele o criador do conjunto de doutrinas extremistas que ficaria conhecido como Nasserismo. Os adeptos dessa ideologia Pan-Arabista, socialista e fundamentalmente antissemita, não se darão por satisfeitos enquanto não verem a nação israelense extinta.


E para manter sua guerra particular contra Israel, o Hamas escraviza a população palestina e faz de mulheres e crianças seus “escudos humanos”. Entretanto, o desejo dos cidadãos palestinos é o mesmo dos israelenses: a paz. Lutar pelos direitos do povo palestino é lutar contra o Hamas — o oposto, portanto, do propósito dessa Frente Parlamentar.


Felizmente, as campanhas de difamação não minam a determinação do estado de Israel em sobreviver. Aproximadamente três mil anos atrás, os judeus estabeleceram-se na Terra Prometida após uma série de provações, e sob as mesmas duras provações defenderam, por séculos, a sua Terra. E na ocasião da refundação dessa nação, as condições não foram mais amenas. Contra todas as probabilidades, Israel prevaleceu em três grandes conflitos causados por aqueles que desejam obliterá-la (em 1948, 1967 e 1973), e permanece triunfante e altiva, embora os extremistas e seus sequazes alimentem essa lamentável situação de guerra perpétua.


Concluo a presente Nota enfatizando que, caso em algum terrível momento os extremistas logrem empreender seus massacres contra os israelenses, o que estaremos discutindo será a responsabilidade da esquerda mundial nessa tragédia. Como bem sabem os signatários do infame texto publicado pela Frente Parlamentar (em sua totalidade, militantes esquerdistas), Adolf Hitler, o maior entre os antissemitas, também integrava um partido socialista: o Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (NSDAP), traduzindo: Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães.


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