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  • FREDERICO D'AVILA

Carta Aberta do Deputado Frederico d´Avila



Não poderia deixar de começar esta carta pedindo desculpas pelo excesso cometido quando do meu pronunciamento na tribuna no dia 14 de outubro, inflamado por problemas havidos nos dias anteriores.

No dia 12 de outubro, por pouco, fui vítima de homicídio por um assaltante em frente à minha esposa e filhos na cidade de São Paulo.

No mesmo dia tomei conhecimento do discurso desnecessário do arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, referente à política contra o armamento das pessoas de bem.

Já no dia 13, pela manhã ocorreu a invasão da APROSOJA de Brasília pelo MST e Via Campesina, instituição que fui vice-presidente por 3 anos, de modo que tais fatos me geraram grande inconformismo.

No dia 16 de outubro, Dom Vicente Ferreira, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, membro da CNBB, se manifestou em seu Twitter chamando o MST para a luta, invocando Pátria Livre e que para vencer o primeiro passo seria o “#FORABOLSONARO”.

Deixo claro que acredito na fundamental importância da Igreja Católica e na inabalável fé cristã como um dos pilares da nossa sociedade.

Coloquei-me, permanentemente, em favor das posições da Igreja Católica na tribuna da ALESP e em todas as votações havidas, em especial as que colocaram a vida em pauta.

Meu pronunciamento, que admito ter sido inapropriado e exagerado pelo calor do momento, se deu em resposta a alguns líderes religiosos que ultrapassam os limites da propagação da fé e da espiritualidade para fazer proselitismo político. Reitero que desculpo-me pelas palavras e exagero.

Lembro, no entanto, que o mesmo clérigo que fez críticas à política armamentista do Presidente, disse outrora que a “Direita é Injusta e Violenta”, frase esta que ofendeu a mim e muitas outras pessoas.

Portanto a minha manifestação tratou-se, pois, de uma reação a injustas agressões contra o Presidente da República e os 57 milhões de brasileiros que o elegeram.

Não tive a intenção de desrespeitar o Papa Francisco, líder sacrossanto e chefe de Estado, minha fala foi no sentido de divergir sobre ideias e posicionamentos, tão só.

Inserir o Papa em minha fala foi um erro, pelo qual humildemente peço desculpas a todos os católicos do Brasil e do mundo, pois não considerei a figura espiritual que ele representa.

Por fim, cito o versículo onde Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?" Jesus respondeu: "Eu digo a você: Não até sete, mas até setenta vezes sete. Mateus 18:21-22.

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