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  • FREDERICO D'AVILA

Carta aberta aos judeus de esquerda


Uma resposta para as entidades "Observatório Judaico de Direitos Humanos" e "Judeus Pela Democracia"


No jantar da última quarta-feira (07/04), promovido para o Presidente Jair Bolsonaro pelo empresário Washington Cinel, os empresários e parlamentares judeus presentes foram insultados tanto pela extrema-esquerda antissemita, como por setores minoritários da própria comunidade judaica brasileira, que ao cerrarem fileiras com os inimigos de Israel, dão as costas para a nação que nosso povo lutou quase dois mil anos para restaurar.

No texto intitulado ''Carta aberta ao presidente da Conib, Sr. Cláudio Lottenberg'', as entidades ''Judeus pela Democracia'' e ''Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil'' teceram comentários vergonhosos não só contra o Sr. Cláudio Lottenberg, um dos dedicados porta-vozes da nossa comunidade, como contra o Presidente Jair Bolsonaro, um amigo de longa data dos judeus.

Entre os numerosos absurdos expressos na carta, empregou-se o termo ''genocida'' contra o Presidente da República — uma leviandade que também caracteriza um atentado contra a história dos judeus, pois empobrece uma terminologia cunhada para descrever a Shoah, hecatombe causada pelas tropas nacional-socialistas que ceifaram a vida de seis milhões de pessoas com sangue hebreu.

Como é sabido, a palavra ''genocídio'', criada em 1944 pelo advogado judeu polonês Raphael Lemkin, surgiu da combinação da palavra grega ''geno-'', que significa raça ou tribo, com a palavra latina ''-cídio'', que significa matar. Posto isto, o termo ''genocídio'' descreve tragédias como a do Holocausto judeu e a do Holodomor ucraniano, mas não a causada pela Covid-19, que, obviamente, não faz distinção étnica ou religiosa entre suas vítimas.

Quanto aos erros políticos que potencializaram as fatalidades do vírus, sim, eles possuem autores indiscutíveis, mas que não se encontram no Palácio do Planalto, uma vez que o Supremo Tribunal Federal deu autoridade absoluta para os governadores e prefeitos decidirem como o vírus será combatido nos seus domínios. A União ficou limitada a doar recursos, e o fez mais que muitos países desenvolvidos, embora grande parte dos estados e municípios não façam por merecer os sacrifícios do Governo Federal.


E durante minha leitura desta carta ultrajante, perguntei-me onde estiveram os membros dessas entidades — que vituperam contra o chefe de Estado brasileiro mais favorável ao nosso povo desde Dom Pedro II — quando o petismo aliou-se a regimes ostensivamente antissemitas, como o de Muammar Gaddafi, acusado de doar 1 milhão de dólares para a campanha de Lula em 2002.

Hoje, superada a funesta era petista, o Estado de Israel encontra no governo brasileiro um sincero aliado. E a sabotagem dessa frutífera parceria, por parte dos judeus de esquerda, deriva de uma influência ideológica corrosiva e indisfarçável.

Os nomes pomposos das entidades ''Judeus pela Democracia'' e ''Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil'', não nos enganam, visto que ambas entidades são, abertamente, apologéticas do maior carrasco tanto da Democracia, quanto dos Direitos Humanos: o Socialismo, uma praga peçonhenta, geradora de ditaduras assassinas e propagadoras da miséria. Como descendente de judeus que sobreviveram ao Nacional-Socialismo alemão e ao Internacional-Socialismo marxista, estou bem ciente do que as ideologias socialistas reservam para o Judaísmo.

Infelizmente, apesar de reconhecerem que socialismo e antissemitismo caminharam e sempre caminharão juntos, os judeus de esquerda insistem em rezar para o ''bezerro de ouro'' Vermelho. Resta a nós seguir admoestando-os, na esperança de que voltem a honrar as tradições dos nossos antepassados.

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