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ALESP realiza Sessão Solene em Homenagem à Comunidade Húngara

Atualizado: 23 de Out de 2019



A Assembleia Legislativa de São Paulo realizou na manhã desta segunda-feira, 21/10, uma Sessão Solene em Homenagem ao Dia da Comunidade Húngara. A sessão aconteceu no Plenário Juscelino Kubitschek e foi presidida pelo proponente, deputado estadual Frederico d’Avila (PSL). Compuseram a mesa de autoridades o embaixador da Hungria Zoltán Szentgyörgyi, o cônsul-geral da Hungria em São Paulo Szilárd Teleki e o presidente da Associação Húngara de São Paulo Francisco Montano Filho.

Frederico d’Avila abriu a Sessão Solene e explicou que o objetivo do evento é homenagear a comunidade húngara no Brasil, que no dia 23 de outubro comemora a data nacional da República da Hungria. Estima-se que o número de húngaros e descendentes no Brasil chega a um contingente de aproximadamente cem mil pessoas. A comunidade húngara conta com mais de dez mil pessoas na cidade de São Paulo e região.

Os primeiros emigrantes húngaros chegaram ao Brasil na segunda metade do século XIX. Por volta de 1890, várias famílias deixaram a Hungria e se instalaram no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Após a derrota na Primeira Guerra Mundial e o desmantelamento do Império Austro-Húngaro, mais uma leva de emigrantes chegou ao nosso país. No começo dos anos 30, com a crise econômica mundial, também veio um número significativo de húngaros para o Brasil.

O último grande registro dessa emigração ocorreu entre outubro e novembro de 1956, quando houve na Hungria um levante popular, de cunho nacionalista, contra o regime stalinista, que depois de oitenta dias foi sufocado pelo exército Soviético. Como consequência, aproximadamente quatro mil húngaros fugiram para o Brasil, onde tinham parentes e conhecidos.

O deputado Frederico d’Avila, que tem o bisavô húngaro, destacou a importância da cultura húngara para o mundo, “Eu admiro muito na cultura húngara a dedicação ao conhecimento; grandes cientistas e engenheiros húngaros, em diversas partes do mundo, trabalham muito para o desenvolvimento de novas tecnologias e nos deram importantes contribuições na medicina, na indústria bélica, na indústria aeronáutica, na agricultura, enfim, em várias áreas da ciência. E, logo depois que acabou com o terror do comunismo, a Hungria é hoje uma das economias mais pujantes da Europa”, disse d’Avila.

Em seguida o embaixador da Hungria Zoltán Szentgyörgyi agradeceu ao deputado pela realização do evento e enalteceu a lembrança dessa data, “O que celebramos no dia 23 de outubro é o aniversário da nossa Revolução de 1956; pela memória dos heróis que deram as suas vidas ao lutarem contra um regime autoritário comunista e contra as tropas soviéticas, que estavam presentes em nossa pátria”.

Já o cônsul-geral da Hungria em São Paulo, Szilárd Teleki, relembrou uma mensagem da Revolução de 1956, para demonstrar que o povo húngaro é sempre a favor da liberdade e citou uma frase de um ministro do governo revolucionário, “O povo da Hungria pagou com bastante sangue para demonstrar ao mundo a sua fé inabalável e o direito à liberdade e à justiça”.

O deputado estadual Altair Moraes, também presente no evento, prestou a sua homenagem ao Dia da Comunidade Húngara convidando um coral da África do Sul para apresentar uma canção em agradecimento pela vida, pela saúde e, em especial, em agradecimento a D-us. Após a apresentação de um vídeo turístico da capital Budapeste, o presidente da Associação Húngara de São Paulo, Francisco Montano, explicou mais sobre a emigração húngara para o Brasil e enalteceu a maneira como tudo aconteceu: “Nós não rompemos cercas, não rompemos fronteiras, não cometemos atrocidades, nós soubemos esperar o momento de poder se estabelecer em outras terras, em outros costumes, respeitando esses costumes e com muita tristeza por deixar a nossa pátria”.

Em seguida os presentes assistiram a uma versão curta do filme sobre os participantes da Revolução de 1956 e a uma apresentação de dança folclórica húngara. No encerramento, o deputado Frederico d’Avila agradeceu a todos os presentes e comentou sobre um trecho do filme apresentado da Revolução Húngara de 1956, “A parte que eu fiquei mais feliz foi quando aquela senhora falou que derrubaram a estátua do Stalin de oito metros e a estrela vermelha de cima do Parlamento Húngaro. E nós estamos aqui em prol da liberdade e para que nunca mais volte o nosso maior inimigo, o comunismo. Parabéns a toda comunidade húngara e conte sempre conosco”, concluiu d’Avila.

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