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  • FREDERICO D'AVILA

A China usa cinco vezes mais defensivos agrícolas que o Brasil




Durante evento realizado nesta segunda-feira, 16/09, no Auditório Teotônio Vilela, da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), foram debatidos temas ligados aos defensivos agrícolas: Agrotóxicos ou defensivos? Remédio ou veneno?

Os especialistas convidados para falar foram Nicholas Vital, jornalista, palestrante e autor do livro Agradeça aos Agrotóxicos por Estar Vivo e Fabricio Rosa, diretor executivo da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), especialista em análise macroeconômico, mercado de grãos e insumos agropecuários e comércio internacional. O evento foi organizado pelo deputado estadual Frederico d’Avila, produtor rural e vice-presidente das Aprosojas Brasil e São Paulo e presidente da Frente Parlamentar da Agrotecnologia e Irrigação (FPAI).


​O evento, que foi transmitido ao vivo pelo Facebook, partiu da premissa da desmistificação de algumas frases que hoje se propagaram erroneamente: “O Brasil é o país que mais utiliza defensivos agrícolas no mundo.” “O brasileiro ingere em torno de 5 litros de agrotóxico por ano.” “Agrotóxicos causam câncer.” Estas afirmações são verdadeiras ou não passam de mitos?


​Para iniciar a reunião, o deputado Frederico d’Avila agradeceu aos palestrantes e a todos os presentes e, com uma pequena introdução, explicou a razão de debater o assunto: “São Paulo tem o maior PIB agrícola do país, graças à diversidade de culturas que nós temos aqui; nós temos cana, laranja, uva, vinho, hortifrúti, soja, milho, carne, frango, ovos etc. E hoje eu convidei para aprofundarmos o assunto dois especialistas da área, o Fabricio e o Nicholas, e queremos com isso começar a levar mais informação, a realidade dos fatos, dados científicos para a população que não convive diariamente com o nosso setor e não sabe exatamente o que é verdade e o que é mentira sobre essas questões”, disse o deputado.

​O primeiro a falar foi o jornalista Nicholas Vital. Ele começou afirmando que o Brasil não é o campeão mundial no uso dos agrotóxicos, e questionou o porquê de tantos ataques de muitos artistas e celebridades contra o uso de defensivos. “A China usa 1,7 milhão de toneladas, os Estados Unidos usam 480 toneladas, e o Brasil usa 330 toneladas; então a China usa cinco vezes mais que o Brasil... o grande problema dos produtores no Brasil hoje está no uso incorreto dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), muitos usam roupas inadequadas, chinelos etc. Principalmente o pequeno produtor, porque ele não tem os equipamentos necessários e nem as informações corretas para usar.” Explicou Nicholas. Para finalizar, ele enalteceu o setor agrícola brasileiro: “Se hoje a gente ainda tem comida em quantidade e qualidade, e se a gente ainda tem um setor que sustenta a economia do país, mesmo num momento tão difícil, esse setor é o agronegócio”.


​Na sequência, o engenheiro agrônomo Fabricio Rosa iniciou sua fala elogiando a soja brasileira, “A soja é hoje o principal produto exportado do nosso país. E a soja é a responsável pelo desenvolvimento econômico e desenvolvimento humano de vários estados brasileiros. Mas muitas pessoas sempre insistem em criticar a soja”. E criticou o processo de liberação de produtos químicos mais modernos no Brasil, “No Brasil nós temos três órgãos que fazem a avaliação desses produtos agrícolas: Ministério da Agricultura, Anvisa, e o Ibama; e esse sistema é muito burocrático e demorado; o prazo para registrar um novo produto na agricultura no Brasil dura cerca de 8 anos. Enquanto em outros países pode ser de apenas 2 anos, como na Argentina. Os produtos menos tóxicos ficam muito tempo na fila para serem aprovados por esses órgãos e nós perdemos tempo com isso”, disse Fabricio. E na questão dos riscos para a saúde ele apontou: “Registros dos agrotóxicos brasileiros não causam câncer. Esse 1% que dizem não representa nenhum risco para a saúde das pessoas. O Brasil exporta alimentos para mais de 60 países e só esse fato já atesta a segurança dos nossos alimentos. Nós exportamos alimentos com a qualidade exigida pela Organização Mundial da Saúde... Mesmo assim, hoje muitas organizações como Greenpeace e o MST gostam de atacar os produtos transgênicos e os defensivos agrícolas. Atualmente vemos uma grande campanha atacando esses produtos e defensivos agrícolas. Isso na verdade tem atrapalhado o debate positivo para melhorarmos a indústria desses produtos no Brasil”, finalizou Fabricio que, no final de sua palestra, apresentou um vídeo esclarecendo muitas questões ligadas aos defensivos agrícolas, que parte da mídia ainda insiste em criticar erroneamente, sem apresentar os verdadeiros dados científicos.


​Antes de encerrar o evento, o deputado Frederico d’Avila agradeceu aos palestrantes e a todos os presentes e também criticou os atrasos da legislação brasileira: “Enquanto a gente fica restringindo novos produtos, nos países avançados eles terão produtos mais modernos e menos tóxicos.”

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